Autoridades alertam para venda de sal impróprio para consumo humano no mercado
A Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica alerta para a comercialização, em diferentes pontos do país, de sal destinado exclusivamente à alimentação animal, mas que estaria a ser vendido para consumo humano. A informação foi avançada, esta quinta-feira (20), pela porta-voz da IGSAE, Dulce Manhiça, na sequência das acções de fiscalização realizadas pela instituição para averiguar a comercialização do produto no mercado nacional.
Falando em conferência de imprensa, a Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE) disse ter identificado sal da marca Dara’s Grade 1 Cross, proveniente da vizinha África do Sul, destinado exclusivamente à nutrição animal.
Segundo a instituição citada pela Carta de Moçambique, o produto não reúne os requisitos previstos na legislação aplicável à produção, transporte, comercialização e fiscalização de géneros alimentícios, sobretudo no que diz respeito à rotulagem e à fortificação de alimentos com micronutrientes. Dulce Manhiça diz que o referido sal não apresenta o selo e a declaração de fortificação exigidos para produtos destinados ao consumo humano, incluindo a indicação relativa à presença de iodo.
Por isso, a IGSAE recomenda aos consumidores para que adquiram o sal destinado ao consumo humano apenas em estabelecimentos apropriados e que verifiquem os principais elementos obrigatórios do rótulo, nomeadamente, o nome do fabricante, o selo e a declaração de fortificação, a indicação de iodo, a data de produção e o prazo de validade.
A instituição apela igualmente aos comerciantes e produtores para que se abstenham de colocar à venda, para consumo humano, produtos destinados à alimentação animal ou que não cumpram os requisitos legais.
Segundo Dulce Manhiça, depois de tomar conhecimento da comercialização do produto, a IGSAE iniciou averiguações e a realizar acções de fiscalização em todos os estabelecimentos comerciais. O trabalho, garantiu a porta-voz, está a ser desenvolvido a nível nacional, através das delegações da instituição, por se tratar de uma questão relacionada com a saúde pública.
Durante as acções de fiscalização, o produto foi encontrado em dois pontos referidos pela porta-voz: na província de Maputo, num estabelecimento localizado em Michafutene, no distrito de Marracuene, e em Inhambane, também num estabelecimento comercial. Na província de Maputo, foram apreendidas cerca de 1,2 toneladas de sal e na província de Inhambane foram apreendidas três toneladas de sal.
Quanto à origem e às vias de entrada do produto no mercado nacional, Manhiça confirmou que o sal é proveniente da África do Sul, mas referiu que as investigações para determinar as circunstâncias da sua entrada e comercialização ainda estavam em curso.
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