Portugal aponta infra-estruturas e megaprojectos como novas oportunidades para investir em Moçambique
O secretário de Estado da Economia de Portugal, João Rui Ferreira, apelou esta terça-feira (01), em Maputo, aos empresários portugueses para aproveitarem as oportunidades existentes em Moçambique sobretudo nas áreas de infra-estruturas e megaprojectos para aprofundar a sua presença empresarial no País.
Segundo João Ferreira, que falava na abertura do Fórum Empresarial Portugal-Moçambique 2026, realizado à margem da 61.ª Feira Internacional de Maputo (FACIM), a construção de infra-estruturas e a execução dos grandes investimentos, sobretudo de gás natural constituem como grande oportunidade para o empresariado português expandir os seus negócios em Moçambique, mas para mostrar a sua experiência e conhecimento técnico.
“Portugal dispõe de experiência, conhecimento técnico e empresas de engenharia capazes de participar activamente nesse processo. Portugal tem condições importantes para contribuir, através da sua engenharia e do conhecimento acumulado e pode afirmar-se como um parceiro importante de Moçambique”, assinalou Ferreira.
Na ocasião, o secretário de Estado português explicou ainda que as empresas portuguesas nunca deixaram Moçambique, destacando a sua resiliência mesmo em momentos de instabilidade económica. Contudo, a fonte defendeu a criação de condições que permitam às empresas portuguesas transformar o interesse manifestado em investimentos concretos e actividades duradouras no mercado moçambicano.
“Cabe-nos, enquanto responsáveis pela política pública e pelas instituições de apoio às empresas, encontrar os melhores mecanismos”, enfatizou João Rui Ferreira.
No mesmo evento que juntou empresários moçambicanos e portugueses assim como governantes, o embaixador de Portugal em Moçambique, Jorge Monteiro, revelou por sua vez que actualmente operam no mercado moçambicano cerca de 500 empresas de capital português, enquanto mais de mil empresas portuguesas mantêm relações comerciais com Moçambique.
“A questão que nos devemos colocar hoje não é saber quanto já fizemos, mas quanto podemos investir, quanto podemos produzir e quanto valor podemos criar juntos”, sublinhou Jorge Monteiro, reiterando que a experiência e capacidade de execução das empresas portuguesas deve ser traduzida em projectos concretos, capazes de aumentar o investimento, expandir a produção e criar mais valor nas duas economias.
Por sua vez, o ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, defendeu que a relação histórica entre os dois países deve ser convertida em resultados económicos concretos e em benefícios para ambas as partes. “O desafio é transformá-la em prosperidade partilhada, pois Moçambique procura parceiros que inovem e produzam com o País, numa perspectiva de longo prazo”, concluiu.
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