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“Era necessário abanar o sistema”: Secretário de Estado reage à detenção de 11 funcionários do Tesouro e Ministério das Finanças

O Secretário de Estado do Tesouro e Orçamento, Amílcar Paia Tivane, defendeu recentemente que a detenção de 11 funcionários ligados à Direcção Nacional do Tesouro e ao Ministério das Finanças era uma medida necessária para “abanar” e moralizar o sistema público.

Em declarações prestadas à TV Sucesso a partir da cidade de Chimoio, na província de Manica, à margem das reuniões do Comité Central da FRELIMO, o governante debruçou-se sobre os contornos deste escândalo e a actual situação financeira do Estado.

Os funcionários em causa foram detidos em Maputo sob fortes suspeitas de corrupção, extorsão e cobrança ilícita de comissões — avaliadas entre 5% e 10% — sobre o valor de facturas apresentadas por empreiteiros e fornecedores do Estado. Questionado sobre o impacto do caso, Tivane sustentou que a acção das autoridades visou corrigir práticas anómalas, sublinhando que o abanonamento de tais redes resultou em melhorias operacionais visíveis.

Apesar do rombo institucional provocado pelas detenções, o governante garantiu que não existe qualquer tipo de “stress” financeiro nas contas públicas. Segundo Amílcar Tivane, o Executivo mantém uma mobilização diária de recursos para assegurar, com pontualidade, o pagamento de salários, subsídios de protecção social e demais despesas essenciais do Estado.

No mesmo plano, o Secretário de Estado abordou os ingressos na função pública, reiterando que o foco governamental continuará a priorizar a alocação de quadros nos sectores sociais vitais, nomeadamente na saúde, na educação e na agricultura.

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