Chapo quer teses da FRELIMO reflitam preocupações e aspirações do povo
O Presidente da Frelimo, Daniel Chapo, defendeu esta quarta-feira, em Chimoio, que as teses para o próximo congresso do partido devem reflectir as preocupações e aspirações da população.
“As teses da Frelimo devem ser teses do povo moçambicano”, afirmou Chapo na abertura da IV Sessão Extraordinária do Comité Central, que decorre na cidade de Chimoio, capital da província de Manica.
Para o Presidente da Frelimo, o processo de preparação do XIII Congresso deve ultrapassar a dimensão formal e partidária, colocando no centro as expectativas da população e os desafios que o país enfrenta.
“As teses devem espelhar o que o povo moçambicano quer que a Frelimo faça com o povo e para o povo, porque, no final das contas, é o principal beneficiário da nossa acção governativa”, sublinhou.
A posição de Chapo surge num momento em que o partido inicia a preparação da sua próxima reunião magna, prevista para 2027, de acordo com o calendário ordinário do partido. O último congresso realizou-se em 2022.
A IV Sessão Extraordinária do Comité Central tem entre os principais pontos da agenda a apreciação das recomendações da XI Conferência Nacional de Quadros e a análise das linhas gerais para a elaboração das teses ao XIII Congresso.
Chapo apelou aos membros do Comité Central para que encarem o encontro como uma etapa decisiva na definição da orientação estratégica da organização para os próximos anos.
“O Comité Central tem de tomar decisões indicando a data e o local exactos para que comecemos, desde já, os preparativos da reunião magna da FRELIMO, que irá sufragar a visão estratégica que deverá orientar-nos nesta nova era de renovação do partido e do país, rumo à independência económica”, afirmou.
Mais do que cumprir uma formalidade estatutária, o Presidente da FRELIMO pretende que as teses sejam resultado de um processo de auscultação e participação alargado, envolvendo militantes, simpatizantes e a sociedade.
Segundo Chapo, os documentos deverão servir de instrumento para o debate sobre as grandes linhas de orientação do partido e do país, contribuindo para definir respostas aos principais desafios nacionais.
“Não devem ser uma espécie de objectos de adorno que só fazem sentido para os membros do partido”, advertiu.
O Presidente da Frelimo aproveitou igualmente a sessão para insistir na necessidade de transformar as decisões partidárias em resultados concretos.
Ao recordar as conclusões da Conferência Nacional de Quadros, recomendou aos membros do partido que estudem e se apropriem do discurso de encerramento da reunião, de modo a garantir que as orientações nele contidas não permaneçam confinadas aos documentos oficiais.
“É um discurso que não pode morrer na gaveta dos dirigentes. O povo quer ver os resultados e os impactos destas reuniões, ou seja, ver os discursos materializados nas acções de cada um dos camaradas”, afirmou.
Chapo destacou que as ideias produzidas na conferência devem orientar a FRELIMO naquilo que descreveu como uma “nova era de renovação do partido e do país”, tendo como uma das principais metas a independência económica de Moçambique.
A agenda da sessão extraordinária inclui ainda a apreciação da proposta sobre o Sistema de Atribuição de Medalhas e Condecorações da FRELIMO, instrumento destinado a reconhecer a contribuição de quadros, militantes e outras entidades para o fortalecimento do partido.




