Sector privado quer maior participação de empresas moçambicanas nos grandes projectos
O presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Alvaro Massingue, defendeu esta sexta-feira (28) uma maior participação das empresas moçambicanas nos grandes projectos públicos adjudicados a empresas estrangeiras.
Segundo Alvaro Massingue, que falava durante um encontro com o ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Fernando Rafael, os grandes projectos públicos devem assegurar espaço para a subcontratação de empresas nacionais, transferência de tecnologia, desenvolvimento de competências e capitalização do empresariado moçambicano.
Citado pelo Jornal “O País”, Massingue afirmou que a participação das empresas nacionais não deve ser encarada como uma simples preferência, mas como um investimento na capacidade produtiva do País. Por isso, “cada grande obra realizada em Moçambique deve contribuir para deixar empresas nacionais mais fortes, quadros mais qualificados e maior capacidade tecnológica.”
Outra preocupação levantada por Alvaro Massingue está relacionada com os atrasos nos pagamentos das obras públicas, que, segundo afirma, continuam a afectar a tesouraria, a capacidade operacional e a sustentabilidade financeira das empresas.
No sector da habitação, Massingue defende ainda uma maior intervenção do sector privado para responder à crescente procura por habitação acessível, sobretudo entre os jovens.
Não obstante, o presidente da CTA reconhece a iniciativa presidencial Terra Infra-estruturada, mas considera fundamental a participação dos privados na massificação da construção de habitação. Defende que a disponibilização de terra, água, energia e outros serviços básicos pelo Estado pode criar condições para atrair investidores privados.
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