As autoridades da província de Gaza, no sul de Moçambique, alertam para o agravamento da insegurança alimentar em vários distritos, três meses após as cheias e inundações que destruíram extensas áreas de produção agrícola.
A advertência foi feita pelo Secretário de Estado da província, Jaime Neto, três meses depois das cheias e inundações que fustigaram Gaza, provocando a destruição de extensas áreas de produção agrícola e comprometendo os meios de subsistência de milhares de famílias.
Citado numa publicação da RFI, Jaime Neto chamou a atenção para o cenário de insegurança alimentar grave que poderá afectar as populações das zonas mais atingidas pelos fenómenos climáticos.
“A nossa província experimentou, mais uma vez, problemas ligados às mudanças climáticas e, até este momento, grande parte das pessoas afectadas por estes eventos vive em situações dramáticas. As terras onde deveriam estar a produzir encontram-se ainda alagadas”, afirmou o governante.
A escassez de alimentos já se faz sentir em alguns distritos do norte da província. Ainda assim, a governadora de Gaza, Margarida Chongo, destaca a capacidade de recuperação das comunidades afectadas. Como exemplo, referiu o distrito de Chókwè, onde a população regressou às suas zonas de residência depois de ter sido obrigada a abandonar as suas casas devido à subida das águas.
Entretanto, as autoridades provinciais garantem que, em coordenação com os seus parceiros, está em curso a distribuição de sementes agrícolas, numa tentativa de apoiar a retoma da produção e reforçar a segurança alimentar das famílias afectadas.
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