CDD acusa PRM de humilhar família de cidadão abatido em Xinavane e exige liberação do corpo
O Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) voltou a pronunciar-se publicamente para denunciar a actuação da Polícia da República de Moçambique (PRM) no caso do cidadão alvejado mortalmente à queima-roupa no posto administrativo de Xinavane, distrito da Manhiça, num ato praticado diante de testemunhas e que gerou forte pânico e comoção na comunidade local e nas redes sociais.
A organização exige a condenação veemente da sociedade e a imediata investigação e identificação dos agentes envolvidos no assassinato, responsabilizando individualmente os autores do crime e atribuindo ao próprio Estado moçambicano a responsabilidade civil pelos danos causados à vítima e aos seus familiares.
Após a execução do cidadão, os polícias recolheram o corpo numa viatura de marca Mahindra e efectuaram o traslado de Xinavane para o Hospital Provincial, na Cidade de Maputo, sem emitir qualquer comunicação à família, deixando os parentes em situação de duplo desespero até descobrirem o paradeiro dos restos mortais no dia seguinte.
A entidade classifica a conduta das forças policiais como uma humilhação infligida pelo Estado a uma família já enlutada, uma vez que a remoção indevida e secreta do corpo criou transtornos logísticos adicionais e impediu a realização das exéquias fúnebres na data prevista, violando o direito de o cidadão ter um funeral digno e realizado conforme os costumes tradicionais da sua comunidade.
Diante disso, o CDD condena com veemência a utilização da força das armas do Estado para embaraçar rituais comunitários essenciais e exige a libertação imediata do corpo para o sepultamento, defendendo ainda que o Estado assuma integralmente todos os custos do funeral, além de responder aos subsequentes processos de responsabilização civil e criminal pelos actos praticados por seus agentes.




