Cheias e inundaçõesː Custos de reconstrução estimados em mais de 48,6 mil milhões de Meticais

O Governo estima em mais de 48,6 mil milhões de Meticais os custos de reconstrução após as cheias e inundações que afectaram o país, nos primeiros meses do ano em curso.

A informação foi avançada ontem, em Maputo, pela ministra das Finanças, Carla Loveira, durante um fórum de diálogo sobre resiliência em Moçambique.

Discursando aos participantes, a Ministra das Finanças, disse que o Fórum tem como objectivo, promover um diálogo estratégico sobre prioridades de investimento em resiliência, financiamento ao desenvolvimento e mecanismos de gestão do risco de desastres em Moçambique.

“Esta discussão é, simultaneamente, técnica e política. É técnica porque exige rigor, instrumentos adequados e capacidade institucional. E é política porque implica escolhas sobre como alocar recursos escassos, como proteger as populações e como preservar o crescimento económico num contexto de choques climáticos recorrentes”, disse a Ministra das Finanças.

Para a governante, Moçambique é um país com elevada exposição a riscos decorrentes de desastres naturais. A frequência e a intensidade de ciclones, cheias e secas têm vindo a agravar-se, com impactos profundos sobre o bem-estar das famílias, sobre o capital produtivo e sobre as infra-estruturas públicas e privadas.

Além do Governo, o seminário contou com a participação dos Municípios, Banco Mundial, parceiros de cooperação, sector privado, organizações da sociedade civil e à academia.

Este quadro tornou-se particularmente evidente com as cheias do primeiro trimestre de 2026, que afectaram cerca de 1.064.495 pessoas, provocaram inundação em mais de 210.6 mil casas e causaram danos significativos em infraestruturas essenciais.

O representante do Banco Mundial, Fily Sissoko, salientou que Moçambique tem vindo a sofrer por vários choques climáticos nos últimos anos, que afectam além do capital humano, infraestruturas e o tecido económico. Estima-se em 1bilhão de dólares para a sua recuperação.

Segundo o representante, com este fórum o Banco Mundial pretende recolher subsídios para desenvolver estratégias para mitigar e tornar infraestruturas moçambicanas resilientes.

 

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