Dívida dos EUA atinge novo recorde de 40 biliões de dólares e ameaça estabilidade global
A dívida pública bruta dos Estados Unidos ultrapassou oficialmente a fasquia inédita de 40 biliões de dólares, fixando um marco histórico para a maior economia do mundo. O agravamento acelerado do endividamento acende alertas em Wall Street e nos mercados internacionais devido ao impacto sistémico que os títulos norte-americanos exercem sobre o sistema financeiro global.
Segundo dados avançados pelo Departamento do Tesouro dos EUA, o ritmo de acumulação da dívida tem superado largamente as previsões iniciais de instituições como o Congressional Budget Office (CBO). O desequilíbrio orçamental resulta da combinação de fatores estruturais e conjunturais, destacando-se o envelhecimento demográfico da população — com a transição da geração baby boomer para a reforma —, os elevados custos com encargos de juros e pacotes anteriores de estímulo económico e alívio fiscal.
Especialistas em mercados financeiros sublinham que a dimensão deste passivo ultrapassa largamente as fronteiras norte-americanas. Como o dólar permanece no centro das reservas cambiais mundiais e serve de base ao colateral de transações internacionais, choques na estabilidade fiscal dos EUA repercutem-se diretamente na banca, nas taxas de juro e na economia de dezenas de países. Conforme assinalado em análises especializadas divulgadas pela CNN Portugal, qualquer abalo na solvabilidade norte-americana transporta riscos directos para a arquitetura financeira internacional.
O desafio imediato para Washington passa por conter uma trajetória de endividamento que continua a pressionar o orçamento federal.
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