A Conferência Episcopal de Moçambique (CEM) anunciou, esta segunda-feira (08), o programa oficial das exéquias de Dom Osório Citora Afonso, bispo da Diocese de Quelimane, secretário-geral da CEM e administrador apostólico da Arquidiocese da Beira, assassinado na madrugada de sábado na residência episcopal de Quelimane.
De acordo com um comunicado assinado pelo presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saure, as cerimónias fúnebres decorrerão nas cidades de Quelimane e Nampula, em conformidade com as normas canónicas e litúrgicas da Igreja Católica aplicáveis aos bispos diocesanos.
Segundo o programa assinado pelos bispos moçambicanos e citado pelo portal Ngani, o funeral eclesiástico oficial terá lugar na sexta-feira (12) às 9h00, na Sé Catedral de Nossa Senhora do Livramento, em Quelimane.
“A celebração eucarística de corpo presente será presidida pelo núncio apostólico em Moçambique, Dom Luis-Miguel Muñoz Cárdaba. Concluídas as cerimónias em Quelimane, os restos mortais de Dom Osório serão trasladados para a cidade de Nampula, onde decorrerão as homenagens familiares e a sepultura. À chegada à capital do Norte, o corpo será recebido na Escola Consolata, no bairro de Nampaco, onde será realizado um velório aberto aos fiéis e à comunidade cristã”, lê-se.
No sábado (13), os restos mortais serão transferidos para a Sé Catedral de Nossa Senhora de Fátima, local de particular significado na vida do prelado, por ter sido ali baptizado, confirmado na fé e ordenado sacerdote.
A missa de corpo presente está marcada para as 10h00 e será presidida pelo arcebispo metropolita de Nampula e presidente da Conferência Episcopal de Moçambique, Dom Inácio Saure.
Após a celebração eucarística, Dom Osório Citora Afonso será sepultado no Cemitério do Clero da Arquidiocese de Nampula, situado junto ao Seminário Propedêutico Mater Apostolorum, em Nampaco.
Dom Osório Citora Afonso morreu na madrugada de sábado, vítima de um ataque armado ocorrido na residência episcopal de Quelimane. As autoridades moçambicanas confirmaram a abertura de uma investigação para apurar as circunstâncias do crime, que provocou uma onda de consternação no País.
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