Governo quer conferir autonomia administrativa ao Centro de Pesquisa de Arroz de Namacurra

O Governo moçambicano pretende conferir autonomia administrativa ao Centro de Liderança e Pesquisa de Arroz de Namacurra, na província da Zambézia.

Segundo avança a publicação da AIM, a ideia passa por aumentar a sua capacidade de resposta e impulsionar a investigação agrária, considerada estratégica para o alcance da soberania alimentar do país.

A intenção foi manifestada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, após constatar que o centro não dispõe de mecanismos próprios para gerir recursos e executar, em tempo útil, as actividades necessárias ao desenvolvimento dos seus programas de investigação.

Segundo Albino a autonomia administrativa permitirá ao centro ter orçamento próprio, definir prioridades e implementar o seu plano de actividades com maior eficiência.

“Há um desafio administrativo que tenho de resolver, em coordenação com os meus colegas das Finanças, que é conferir a este centro alguma autonomia administrativa, para que possa ter um orçamento próprio e implementar o seu programa de trabalho”, disse citado na publicação.

Segundo informou o ministro, os procedimentos actualmente em vigor obrigam o centro a submeter pedidos ao Instituto de Investigação Agrária de Moçambique para a satisfação de necessidades operacionais, um processo que pode atrasar a execução das actividades científicas.

Albino explicou que a investigação exige respostas rápidas e capacidade de decisão em tempo real, condições que, na sua opinião, só poderão ser asseguradas com maior autonomia institucional.

O ministro disse ter saído “bastante animado” da visita, destacando a existência de uma equipa composta por 13 investigadores experientes e devidamente qualificados.

Manifestou satisfação com os equipamentos já disponíveis no centro, alguns dos quais aguardam montagem, considerando que irão reforçar a capacidade nacional de investigação sobre a cultura do arroz.

“Encontrei a base científica de que precisávamos para lançar esta luta pela soberania alimentar do nosso país”, afirmou, optmista no alcance do objectivo.

A fonte revelou ainda que o Governo está a trabalhar com parceiros de cooperação para mobilizar recursos destinados ao funcionamento da instituição, esperando que esta desempenhe um papel mais relevante na Campanha Agrária 2026/27.

Imagem DR

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