Omar Abdulkadir Artan, eleito o melhor árbitro masculino de 2025 pela Confederação Africana de Futebol (CAF), viu a entrada nos Estados Unidos ser-lhe recusada, apesar de ter sido selecionado para arbitrar na Copa do Mundo.
Segundo avança o jornal a Bola, o incidente ocorreu esta segunda-feira, no Aeroporto Internacional de Miami, onde Artan foi interpelado por funcionários da imigração e, consequentemente, obrigado a regressar a Istambul, na Turquia, de onde tinha vindo.
Esta situação surge a poucos dias do arranque do Campeonato do Mundo, que será coorganizado pelos Estados Unidos, Canadá e México.
De acordo com a mesma fonte, Omar Artan é considerado um dos principais árbitros do continente africano e havia sido nomeado como um dos representantes de África na equipa de arbitragem do torneio.
A reputação do somali, de 34 anos, foi recentemente consolidada ao ser distinguido como o melhor árbitro de África em 2025, nos prémios da Confederação Africana de Futebol, em Rabat, Marrocos.
A Embaixada da Somália em Nairobi confirmou na sexta-feira que tinha facilitado a viagem do árbitro com um passaporte diplomático. Recorde-se que a Somália está entre os países afetados por restrições de viagem impostas pelos EUA, que limitam a emissão de certos vistos.
No entanto, existem exceções para diplomatas e indivíduos cuja viagem seja considerada de interesse nacional para os Estados Unidos. Até ao momento, nem a FIFA nem a Federação de Futebol da Somália comentaram publicamente o sucedido.
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