Ministério da Saúde garante pagamento de dívida para com os médicos estagiários

O Governo, através do Ministério da Saúde – MISAU garantiu que está a trabalhar para regularizar a dívida acumulada com médicos estagiários de várias universidades públicas do País, estimada entre 300 e 400 milhões de meticais.

A garantia surge numa altura em que estudantes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) se manifestaram junto ao MISAU, na terça-feira (02), para exigir o pagamento dos salários e subsídios em atraso referentes ao estágio profissional. Na ocasião, o ministro da Saúde, Ussene Isse, admitiu a existência da dívida, frisando que o Executivo está empenhado em encontrar uma solução.

“Há uma dívida com os estudantes e tudo faremos para proceder ao seu pagamento. A solução é pagar. Não há outro caminho”, afirmou Ussene Isse, citado numa publicação da Carta de Moçambique.

Segundo o governante, a situação resulta de alterações introduzidas no enquadramento legal dos estágios, após a revogação de um decreto que regulava o processo. Apesar disso, garantiu que os pagamentos pendentes serão efectuados. “Há um grupo de estudantes a quem ainda temos de pagar até Fevereiro do próximo ano. Depois desse período, este assunto estará definitivamente resolvido no País”, explicou.

A fonte acrescentou que os esforços estão agora centrados na mobilização de recursos para acelerar a liquidação da dívida. “O nosso trabalho é coordenar dentro do Governo, para acelerar este pagamento, e tenho fé e esperança de que isso irá acontecer brevemente”, declarou.

Relativamente ao montante em dívida, o ministro indicou que os valores variam entre 300 e 400 milhões de meticais, abrangendo estudantes de várias instituições públicas do ensino superior.

“Não estamos apenas a falar dos estudantes da Universidade Eduardo Mondlane. Estamos igualmente a pagar aos estudantes da Universidade Zambeze, da Universidade Lúrio e de outras universidades públicas”, esclareceu.

As reivindicações dos médicos estagiários reflectem a crescente preocupação dos estudantes com os atrasos nos pagamentos, numa situação que tem motivado protestos e apelos ao Governo para uma resolução célere do problema.

 

(Foto DR)

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