O projecto de construção da Barragem de Macuje, no distrito de Rapale, defendido pelo Governo como a principal solução estrutural para ultrapassar a crise hídrica sistemática que afecta a cidade de Nampula, concluiu recentemente a primeira consulta pública para a Avaliação de Impacto Ambiental e o Plano de Reassentamento.
Embora tenha havido este avanço técnico e administrativo, o Secretário de Estado da província de Nampula, Plácido Pereira referiu na última terça-feira (02), que a solução para o crítico problema de abastecimento de água potável à cidade capital levará algum tempo.
Segundo Pereira, a materialização da obra e a subsequente utilização e estabilização do fornecimento de água potável à cidade pressupõem prazos longos, o que quer dizer que os cidadãos de Nampula continuarão a enfrentar restrições no abastecimento do precioso líquido.
Citado numa publicação do Jornal Rigor, o governante que falava durante a sexta sessão ordinária do Conselho Provincial de Segurança Alimentar e Nutricional, referiu igualmente que a taxa de cobertura de água e saneamento na província ainda é baixa.
“A província tem águas urbanas e rurais. No contexto das águas rurais vamos continuar a abrir furos. Nas zonas urbanas vamos construir pequenos e grandes sistemas de abastecimento. Em Nacala está em curso a expansão da barragem. Em Nampula, que é um dos casos críticos da província, está em curso o processo para a construção da Barragem de Rapale. Já houve estudos de impacto ambiental, mas o processo vai levar tempo”, disse a fonte, que sublinhou que “espera-se que a barragem resolva em definitivo o crítico problema de água”.
O projecto da barragem de Macuje, que poderá ter a capacidade de 88 milhões de metros cúbicos de armazenamento, conta com o financiamento do Banco Mundial. Estima-se que a infra-estrutura beneficie 1 milhão de pessoas, aliviando a pressão sobre a barragem da cidade de Nampula construída há 60 anos.
Em relação à situação do abastecimento de água na província, os dados partilhados pelo representante dos Serviços Provinciais das Actividades Económicas em Nampula, Bonifácio Cambir, indicam que a cobertura é de 44,9% , menos da metade. “Isso significa que muitas comunidades ainda não dispõem de acesso regular à água potável.”
Para ultrapassar a situação, Cambir sublinhou que o Governo tem estado a empreender esforços com vista a disponibilizar água à população. Para o efeito, foram construídas, no ano passado 459 fontes de água e reabilitadas outras 373.
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