Os prémios atribuídos pela Liga Moçambicana de Futebol (LMF) ao vencedor do Moçambola e aos demais intervenientes da competição podem sofrer uma revisão significativa em baixa caso a entidade que organiza o Campeonato Nacional da I Divisão não seja capaz de atrair novos parceiros para financiar o propósito.
Segundo avança o jornal desafio na sua publicação, em causa está o facto de a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), que em 2024 e 2025 os patrocinou em cerca de 20.000.000,00 MT (vinte milhões de meticais) por temporada, admitir tal possibilidade devido a problemas de facturação que a empresa sofreu, causados por eventos climáticos que, por sua vez, atingiram a sua produção de energia e consequentemente a captação de receitas.
Adianta a mesma publicação que o Presidente do Conselho de Administração da HCB, Tomás Matola, disse há dias que a premiação deve continuar, mas que não seria na mesma magnitude verificada nos últimos dois anos em que o campeão nacional, vice-campeão e terceiro classificados receberam, respectivamente, 7.500.000,00 MT (sete milhões e quinhentos mil meticais), 3.000.000,00 MT (três milhões de meticais) e 1.500.000,00 MT (um milhão e quinhentos mil meticais).
Além destes três prémios colectivos, os também designados “Prémios HCB” atribuíam valores monetários aos três primeiros classificados nas categorias de melhor jogador, melhor marcador, melhor treinador, melhor guarda-redes, melhor árbitro, melhores jornalistas desportivos, entre outros.
“Nós tivemos a iniciativa e demos o ponto de partida, mas a LMF deve ter, também, a capacidade de mobilizar outros patrocinadores para tornar estas premiações muito mais sustentáveis”, disse Matola.
E depois justificou a decisãoː “Como se sabe, nós tivemos uma redução significativa do nível de receitas por causa da situação das cheias e, por conta disso, iniciámos um exercício de corte de custos. Por isso, não temos capacidade para continuar a dar o apoio na mesma magnitude”.
Contudo, o responsável da HCB deixou garantias de que o apoio contínua, mas “perante a redução que houver, cabe à LMF encontrar outros parceiros para manter os valores que foram distribuídos nos últimos dois anos”.
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