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Terminais de POS perdem espaço no comércio moçambicano com a subida dos pagamentos móveis

Agentes móveis lideram a expansão dos serviços financeiros no país, enquanto transações tradicionais como caixas automáticos e balcões bancários estabilizam e redes de POS registam queda.

O cenário da inclusão financeira em Moçambique registou uma transformação significativa ao longo do ano de 2025. O número de pontos de acesso a serviços financeiros no país deu um salto assinalável de 36%, fixando um total de 482.359 pontos ativos em todo o território nacional. Este crescimento robusto foi impulsionado quase exclusivamente pela rápida penetração dos serviços financeiros digitais móveis.

De acordo com os dados mais recentes do sector divulgado pelo Banco de Moçambique, a impressionante expansão desta rede deve-se, em grande medida, ao aumento de 42% no número de agentes de moeda eletrónica (as conhecidas carteiras móveis operadas pelas Instituições de Moeda Eletrónica). Estes agentes consolidaram-se como a principal porta de entrada para a população moçambicana, facilitando transferências, depósitos e levantamentos mesmo nas zonas mais recônditas do país, onde a banca tradicional raramente se faz presente.

Em sentido inverso à expansão da moeda digital móvel, o comércio físico registou um recuo no uso de infra-estruturas tradicionais de pagamento. Os terminais de pagamento automáticos instalados em estabelecimentos comerciais (as vulgares máquinas de POS) sofreram uma redução de 9% no período em análise. Este declínio sugere uma transição do comportamento de consumo e dos lojistas, que parecem preferir cada vez mais as transações diretas via telemóvel ou transferências eletrónicas imediatas em detrimento do uso físico de cartões bancários.

Por outro lado, o sector bancário convencional demonstrou sinais claros de maturidade e contenção na expansão da sua pegada territorial de tijolo e cimento. A rede física tradicional — que engloba as agências bancárias físicas e os caixas automáticos (ATM) espalhados pelo país — registou uma fase de estabilização estrutural. A estagnação no crescimento destas redes físicas sublinha a mudança paradigmática do sector, onde os canais digitais e os agentes móveis continuam a ganhar terreno face às infraestruturas pesadas de outrora.

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