Avião bombardier Q400 adquirido pela Comissão de Gestão da LAM voa com risco de explosão e pode provocar tragédia
O processo de reestruturação das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) volta a estar sob forte escândalo após revelações de que uma aeronave Bombardier Q400, com a matrícula C9-AUV, foi integrada na frota definitiva da companhia num estado técnico alarmante.
Adquirido no ano passado por cerca de USD 6,5 milhões sob a supervisão da Comissão de Gestão liderada por Dani Kondic, Tomás Matola, Agostinho Langa e Janfar Abdulai, o aparelho encontra-se actualmente imobilizado em terra devido a falhas críticas e profundas em ambos os motores.
Relatórios de auditoria interna a que o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) teve acesso apontam que a compra foi efectuada sob o regime As Is, Where Is (tal como está), sem que a indispensável Inspecção Pré-Compra fosse apresentada ou realizada de forma transparente.
Fontes técnicas indicam que os motores apresentam anomalias severas, estimando-se em até 80% a probabilidade de ocorrência de uma explosão em pleno voo. Para tentar manter o aparelho operacional, recorreu-se à canibalização de componentes de outras duas aeronaves similares que já se encontram paradas. Adicionalmente, a reparação dos motores danificados exigirá um investimento adicional estimado em cerca de USD 3 milhões, um encargo que deverá recair sobre as contas públicas.
Diante da gravidade da situação e da pressão pública, existem indícios de que está em curso um plano logístico clandestino para retirar o C9-AUV do espaço aéreo moçambicano. O destino mais provável para a suposta intervenção corretiva ou de rebranding aponta para oficinas na Tanzânia ou na Etiópia, com o intuito de disfarçar as falhas estruturais e a polémica associada à aquisição.
O CDD exige esclarecimentos urgentes e transparentes por parte da administração da LAM e das entidades reguladoras da aviação civil, lembrando que a segurança dos passageiros e das tripulações moçambicanas deve prevalecer sobre quaisquer interesses de gestão ou financeiros.
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