EUA: Trump manda suspender pedidos de visto em curso de todo mundo por “tempo indeterminado”
A Administração de Donald Trump suspendeu os pedidos de visto em curso aos requerentes de todo o mundo, para dar lugar a uma formação aprofundada. A decisão surge no âmbito da campanha do Governo de restringir, com medidas cada vez mais rigorosas, a imigração no país. Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA anunciou o lançamento de uma iniciativa de formação – ainda sem calendário definido – em todas as embaixadas e consulados internacionais.
Os requerentes de visto de imigração com entrevistas agendadas foram notificados via e-mail sobre a medida e aguardam a remarcação dos pedidos.
As formações terão como objectivo preparar os funcionários consulares a avaliar os requerimentos de forma consistente e excluir os estrangeiros considerados susceptíveis de se tornarem dependentes de prestações sociais dos EUA.
Segundo o gestor consular de uma empresa especializada em imigração de Washington, Brian Simmons, explicou ao Financial Times que grande parte dos afectados já tinha investido milhares de dólares para comparecer às entrevistas agendadas.
O segundo mandato do líder republicano na Casa Branca tem sido marcado por uma campanha anti-imigração, que culmina na implementação de novas taxas, na rejeição de pedidos de visto e em deportações, com o objectivo de melhorar a segurança interna do país.
Ainda esta semana, o governo Trump já havia anunciado a medida de revogação de vistos e asilo, em coordenação com o Departamento de Segurança Interna dos EUA. O plano pode vir a afectar até 200 mil pessoas, o que representaria a maior revogação em massa de vistos da história dos EUA.
Na última sexta-feira, um juiz norte-americano anulou a suspensão da emissão de vistos a requerentes de 75 países, pois a estratégia excedia a autoridade legal do Secretário de Estado, Marco Rubio.
De acordo com uma publicação da RTP, a política repressiva de Donald Trump perante a questão da imigração tem sido amplamente condenada por grupos activistas, que acusam o presidente norte-americano de violar os direitos à liberdade de expressão e de contribuir para um ambiente inseguro nos EUA.
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