O Fórum Económico Mundial (FEM) alerta para transformações substanciais nas carreiras tal como o mundo está habituado, prevendo o surgimento e desaparecimento aos milhões, nos próximos cinco anos.
Segundo o relatório sobre O Futuro dos Empregos na Nova Economia, essa perspectiva está baseada na convergência e múltiplos factores transformadores, ou seja, as macrotendências globais.
“[A] fragmentação geoeconómica, a mudança tecnológica, a transição verde e outras – deverão criar cerca de 170 milhões de novos empregos até 2030, ao mesmo tempo que eliminam cerca de 92 milhões de empregos existentes” lê-se no documento consultado hoje pelo MZNews.
Além disso, o documento destaque as mudanças serão influenciadas sobremaneira pela Inteligência Artificial, que rapidamente passou de experimental para integrada nos fluxos de trabalho, modelo de negócios e recrutamento ou selecção de talentos.
Entretanto, o ritmo e a trajetória dos avanços da IA aprofundam as incertezas sobre as suas implicações para as empresas, os trabalhadores e a economia mundial.
“As opiniões dos executivos de negócios sobre o impacto da IA também variam: a nível mundial, cerca de 54% esperam que a IA substitua os empregos actuais, e 24% afirmam que a IA vai criar novos empregos. Quase 45% também citaram um aumento nas margens de lucro como um impacto provável da IA, e apenas 12% esperam que ela leve a salários mais altos” refere o trabalho.
O futuro dos locais de trabalho e das cadeias de valor não será definido apenas pelas tecnologias. As estratégias e os investimentos em capital humano priorizados hoje vão determinar o grau de adaptação das sociedades e das empresas individuais à nova economia, bem como a sua capacidade de liderança nesse contexto, nota o estudo.