Apesar da chegada de 50 novas unidades destinadas a reforçar a frota da capital, os autocarros da Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EMTPM) permanecem imobilizados no parque da empresa. A paralisação forçada destes meios acontece num momento em que a pressão sobre o sistema de transporte público em Maputo atinge níveis críticos, obrigando os passageiros a longas esperas.
A administração da EMTPM em entrevista à STV, justifica a permanência das viaturas no pátio com a necessidade de regularizar aspetos administrativos e legais. Embora os autocarros estejam tecnicamente prontos para rodar, a falta de chapas de matrícula, seguros e a recolha de verbetes impede que os mesmos saiam para as ruas para servir a população.
A empresa reconhece a urgência da situação e afirma estar a trabalhar contra o tempo para ultrapassar estas barreiras burocráticas. A direcção da transportadora pública esclarece que a entrada em circulação sem a documentação completa colocaria em risco a segurança dos munícipes e a própria legalidade da operação municipal.
Enquanto o processo documental não é concluído, a frota actual continua a operar com limitações, mantendo uma disponibilidade diária que ainda não satisfaz a procura crescente nas principais rotas da cidade e arredores.
O plano de entrada em funcionamento destes 50 novos meios — compostos por 45 autocarros de grande porte e cinco de menores dimensões — prevê um reforço imediato em corredores vitais como as vias de Zimpeto, Mahotas, Xiquelene e Albazine. A empresa espera que a solução para os entraves administrativos surja nas próximas horas, permitindo finalmente que os novos meios se juntem às unidades operacionais já existentes.
A promessa da EMTPM é que, uma vez na via, os novos autocarros tragam uma nova dinâmica à mobilidade urbana, com a introdução de horários mais flexíveis e uma melhor gestão das rotas que actualmente sofrem com o maior défice de meios circulantes.
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