Cabo Delgadoː Mais de 1,3 milhões de pessoas abandonaram suas residências devido ao terrorismo

Mais de 1,3 milhões de pessoas foram forçadas a abandonar as suas residências em Moçambique desde 2017, em consequência da violência armada e do terrorismo na província de Cabo Delgado.

A informação foi avançada este sábado, na cidade de Pemba, pelo representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), Isadora Zoni, no âmbito das celebrações do Dia Mundial do Refugiado, assinalado este ano sob o lema “Até que todos estejam seguros”.

O ACNUR destacou progressos registados em algumas zonas afectadas pelo conflito, mas frisou que o País continua a enfrentar deslocações internas provocadas pela insegurança, ao mesmo tempo que acolhe requerentes de asilo provenientes de diversos países.

Durante o seu discurso, a representante do ACNUR em Moçambique, falou da necessidade de garantir condições de vida dignas aos refugiados, requerentes de asilo e deslocados internos, assegurando-lhes o acesso à educação, aos cuidados de saúde e à documentação.

A fonte sublinhou que a protecção e a inclusão destas populações são fundamentais para promover a sua integração social e permitir a reconstrução das suas vidas, num contexto marcado por persistentes desafios humanitários.

O ACNUR reiterou a importância de reforçar os mecanismos de protecção e assistência às populações deslocadas, bem como de criar condições que lhes permitam reconstruir as suas vidas com segurança e dignidade

Estiveram presentes celebrações requerentes de asilo, deslocados internos, comunidades de acolhimento e autoridades locais, numa demonstração de solidariedade para com as pessoas forçadas a abandonar os seus lares devido a conflitos armados, perseguições e outras formas de violência.

De referir que o Dia Mundial do Refugiado é assinalado anualmente a 20 de Junho e visa homenagear a coragem e a resiliência de milhões de pessoas deslocadas à força em todo o mundo.

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