CNJT/OTM-CS defende maior participação da juventude nos processos de decisão durante regional da SADC

O Comité Nacional dos Jovens Trabalhadores da Organização dos Trabalhadores de Moçambique – Central Sindical (CNJT/OTM-CS) participou, nos dias 03 e 04 de Junho de 2026, na Consulta Regional denominada “Do Protesto ao Poder: Um Laboratório de Negociação da Geração Z”, promovida pela Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES), em Maputo.

O encontro reuniu jovens líderes, activistas, representantes da sociedade civil e organizações juvenis para reflectirem sobre os desafios da participação política da juventude, os mecanismos de influência e negociação e as oportunidades para fortalecer a democracia participativa em Moçambique e na região.

O CNJT/OTM-CS esteve representado por Sheila Mosse, Coordenadora Adjunta do CNJT, e Rui Adriano, Coordenador de Comunicação e Imagem do CNJT, que contribuíram activamente nos debates sobre inclusão juvenil, diálogo social, negociação e construção de plataformas de representação mais eficazes para os jovens.

Durante os trabalhos, os participantes analisaram as causas das recentes mobilizações juvenis, o papel das estruturas formais e informais de poder, bem como a necessidade de transformar a energia dos protestos em capacidade efectiva de negociação e influência nas políticas públicas.

Para a Coordenadora Adjunta do CNJT, Sheila Mosse, a consulta reforçou a importância de criar espaços genuínos de participação para a juventude moçambicana.

“A juventude não pode continuar a ser chamada apenas para votar ou legitimar decisões já tomadas. É fundamental que os jovens participem na construção das soluções para os desafios sociais, económicos e laborais que afectam o seu presente e o seu futuro. Esta consulta demonstrou que os jovens possuem capacidade, visão e propostas concretas para contribuir para o desenvolvimento do país”, afirmou.

Por sua vez, Rui Adriano, Coordenador de Comunicação e Imagem do CNJT, destacou a necessidade de modernização das estratégias de comunicação e mobilização sindical para responder às expectativas das novas gerações.

“O maior desafio das organizações juvenis e sindicais é falar a linguagem da nova geração. Precisamos de transformar a indignação social em participação organizada, diálogo construtivo e capacidade de negociação. O sindicalismo do futuro deve ser mais inclusivo, digital, participativo e capaz de representar os interesses da Geração Z e dos Millennials”, sublinhou.

Entre os principais resultados da consulta destaca-se a contribuição dos participantes para a construção do capítulo moçambicano do Playbook e Digital Toolkit Continental, instrumentos que irão apoiar jovens líderes africanos na organização, negociação e participação democrática.

Para o CNJT/OTM-CS, a iniciativa permitiu identificar oportunidades para reforçar a representação dos jovens trabalhadores, fortalecer o diálogo social e promover uma cultura de participação activa, responsável e orientada para resultados.

O CNJT reafirma o seu compromisso de continuar a defender os direitos, interesses e aspirações da juventude trabalhadora moçambicana, contribuindo para uma sociedade mais justa, inclusiva e democrática.

Imagem: DR

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