Director-geral da OMS visita o epicentro da doença na RDC

O director-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu ontem às comunidades afectadas pelo surto de ébola no Leste da República Democrática do Congo (RDC) para que encontrem soluções adaptadas às suas circunstâncias específicas.

“As comunidades compreendem os seus próprios desafios melhor do que ninguém e, muitas vezes, são as que estão em melhor posição para propor soluções adaptadas às suas realidades”, afirmou Tedros Ghebreyesus, durante uma conferência de imprensa conjunta com o Governo congolês, em Bunia, capital da província de Ituri, no Leste do País e epicentro do surto, segundo avança a imprensa local.

Tedros Ghebreyesus realçou que as autoridades devem dizer às pessoas o que fazer, mas “também ouvi-las” para conseguir uma resposta mais eficaz ao vírus.

A visita acontece numa altura em que o vírus se propaga mais depressa do que a capacidade de resposta, apesar de unidades de saúde mais organizadas e da chegada de nova ajuda.

O responsável da OMS garantiu ainda o apoio aos profissionais de saúde no terreno “durante o tempo que for necessário” e está empenhado em garantir os serviços essenciais.

Dados indicam que o Ébola, transmitido através de contacto próximo e de fluidos corporais, matou mais de 15 000 pessoas em África nos últimos 50 anos. O surto mais mortal na RDC causou quase 2 300 mortes em 3 500 casos entre 2018 e 2020.

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