Fundação MASC e Kenmare unem forças em Nampula para travar conflitos e desenvolver Larde e Moma

As comunidades vizinhas aos projectos de areias pesadas nos distritos de Larde e Moma, na província de Nampula, vão contar com um novo escudo de protecção social e desenvolvimento. A Fundação Mecanismo de Apoio à Sociedade Civil (MASC) e a mineradora Kenmare Resources assinaram, esta sexta-feira (19 de Junho), na capital do país, um acordo estratégico válido para os próximos três anos (2026-2028).

Segundo a nota da fundação, principal objectivo do Programa de Coesão Social nas Comunidades Extrativas é pacificar e dinamizar as zonas de exploração mineira, promovendo o diálogo, gerando mais oportunidades económicas e resgatando a confiança mútua entre a população e a empresa.

De acordo com a Directora Executiva da Fundação MASC, Maura Martins, o crescimento económico gerado pelos megaprojectos já não chega para garantir a estabilidade.

“As experiências recentes mostram que o desenvolvimento sustentável depende também de instituições fortes, de diálogo permanente, de mecanismos eficazes de resolução de conflitos e da participação cidadã activa”, vincou a directora.

Ao longo do triénio, a actuação do programa vai focar-se em três eixos prioritários. O primeiro é o diálogo inclusivo, para ampliar as vozes das comunidades locais nas decisões. O segundo é a capacitação institucional, de modo a reforçar as competências dos governos distritais. Por fim, aposta-se na mediação de conflitos, criando e robustecendo mecanismos eficazes para prevenir choques entre os nativos e a indústria extractiva.

Do lado da Kenmare Resources, o representante Gareth Clifton defendeu que o sucesso da mineração em Moçambique está directamente ligado ao bem-estar e à estabilidade das populações acolhedoras.

“O desenvolvimento funciona melhor quando é liderado localmente, de forma transparente e inclusiva”, sublinhou Clifton, destacando que a parceria junta o know-how da sociedade civil ao compromisso do sector privado para garantir uma Nampula mais próspera.

Com esta iniciativa, a Fundação MASC abre uma nova página na sua intervenção no norte de Moçambique, focando-se em criar comunidades mais resilientes, participativas e preparadas para coabitar com a indústria extractiva de forma pacífica.

Imagem: DR

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