Governo quer reforço do investimento na fortificação alimentar

O Governo aposta no reforço do investimento na fortificação de alimentos, considerando a medida uma das formas mais eficazes e sustentáveis de combater a deficiência de micronutrientes e reduzir os níveis de desnutrição no país.

A posição foi apresentada pela directora nacional de Economia, Estudos e Cooperação, Sheila Fernandes Sheila Fernandes, durante a abertura do Workshop sobre Validação do Estudo de Custo e Benefício da Fortificação de Alimentos em Moçambique.

Fernandes disse que a adição de vitaminas e minerais em produtos de consumo massivo representa um investimento estratégico para o desenvolvimento nacional.

“A adição de vitaminas e minerais na farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo alimentar e sal iodado constitui um investimento excepcional e estratégico para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

A dirigente explicou que o estudo em validação pretende produzir evidências técnicas capazes de apoiar decisões sobre o fortalecimento do Programa Nacional de Fortificação de Alimentos.

“O estudo visa quantificar as vantagens económicas e sociais da fortificação alimentar, permitindo que o Governo e os parceiros tomem decisões mais informadas sobre a implementação do programa”, disse.

A fonte sublinhou que a fortificação alimentar é uma intervenção de baixo custo e de elevado retorno económico e social, sobretudo quando comparada com outras medidas de saúde pública.

Destacou igualmente o papel da indústria nacional na produção e distribuição de alimentos fortificados.

A responsável afirmou que em 2025 o país produziu mais de 13 milhões de toneladas métricas de produtos fortificados, demonstrando a capacidade nacional de responder à procura interna.

“Este resultado demonstra a capacidade da indústria nacional para produzir e distribuir alimentos de qualidade, caminhando gradualmente para a substituição das importações dos cinco veículos de fortificação obrigatória”, afirmou.

Os produtos abrangidos pela fortificação obrigatória incluem farinha de milho, farinha de trigo, açúcar, óleo alimentar e sal iodado.

Fernandes considerou ainda que os avanços registados resultam da cooperação entre Governo, parceiros internacionais, sector privado e organizações da sociedade civil.

Por isso, defendeu maior coordenação entre os diferentes intervenientes para ampliar os resultados no combate à deficiência de micronutrientes.

“É necessário que todos trabalhem de forma conjunta, partilhando conhecimentos, informações e recursos para alcançarmos resultados mais expressivos no combate à deficiência de micronutrientes”, sublinhou.

A responsável reiterou o compromisso do Ministério da Economia em continuar a apoiar o Programa Nacional de Fortificação de Alimentos, defendendo que a iniciativa contribui para melhorar a saúde pública e impulsionar o desenvolvimento do país. (AIM)

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