A cidade da Beira foi palco, esta segunda-feira, 1 de Junho de 2026, de um alinhamento estratégico crucial para a segurança alimentar do País. A Direcção-Geral do Instituto de Cereais de Moçambique (ICM), a Cornelder de Moçambique e a Beira Grain Terminal (BGT) reuniram-se para afinar as agulhas na implementação do novo modelo de gestão das importações de cereais, com os olhos postos na eficiência do arroz e do trigo.
O encontro foi liderado pelo Director-Geral do ICM, IP, Luís José Jobe Fazenda. O objectivo principal foi harmonizar os procedimentos do Diploma Ministerial n.º 31/2026, de 24 de Abril, que confere ao ICM a responsabilidade de coordenar todo este processo à escala nacional.
Uma das grandes novidades saídas do encontro é a prioridade de atracagem para os navios que transportam arroz e trigo no Porto da Beira. Esta medida visa garantir maior fluidez logística e evitar a ruptura de stock no mercado nacional.
No entanto, há regras claras e a prioridade aplica-se apenas aos operadores económicos com a situação devidamente regularizada junto ao ICM. Os importadores devem garantir o cumprimento de todas as obrigações administrativas e manter o pagamento das taxas legalmente estabelecidas em dia.
“O alinhamento alcançado permitirá maior previsibilidade na gestão das cargas, redução de constrangimentos operacionais e melhoria da fluidez dos processos de importação através do Porto da Beira.”
Durante a reunião, a Cornelder de Moçambique e a BGT apresentaram detalhadamente as etapas de recepção, manuseamento e desembarque de cereais. O objectivo é criar uma Linha da Frente robusta, onde a partilha atempada de dados ajude na planificação e evite que os navios fiquem parados ao largo por questões burocráticas.
O encontro contou também com a participação de quadros do ICM, representantes dos Serviços Provinciais de Actividades Económicas (SPAE), da Direcção Provincial da Indústria e Comércio de Sofala (DPIC) e da Delegação Provincial do ICM em Sofala, demonstrando um bloco unido para fortalecer a segurança alimentar e a gestão estratégica de cereais em Moçambique.
Imagem: DR