Ministério da Educação admite erro de editoras na venda de livros gratuitos e aponta versão digital para a sétima classe

O Ministério da Educação e Cultura de Moçambique reagiu publicamente à polémica partilhada em torno da venda ilegal de manuais escolares de distribuição gratuita em diversos estabelecimentos comerciais do país. Em declarações que procuram esclarecer a situação, o organismo governamental admitiu a possibilidade de estes manuais estarem a ser comercializados em livrarias e papelarias devido a eventuais falhas operacionais cometidas pelas próprias editoras de livros.

A posição oficial surge num momento de forte contestação por parte dos encarregados de educação, que enfrentam escassez de material e directrizes rigorosas de recolha obrigatória desses manuais no sector de ensino privado. Em sede de esclarecimento sobre esta matéria, avançou-se que a circulação destes manuais no mercado comercial regular pode dever-se a uma distracção técnica no processo de impressão e catalogação das etiquetas de venda proibida pelas reprografias das editoras contratadas.

Em paralelo, a instituição governamental abordou o crónico problema da falta de manuais escolares físicos para a 7.ª classe, uma lacuna que se arrasta e condiciona o decurso normal das aulas. Como alternativa para mitigar o impacto desta carência material nas salas de aula, o Ministério da Educação e Cultura garantiu que já procedeu à disponibilização integral dos conteúdos pedagógicos em formato digital.

Esta informação foi avançada pela STV e, segundo a mesma fonte, as autoridades do sector orientaram especificamente os gestores escolares, professores e alunos a acederem e descarregarem as ferramentas de ensino e os manuais digitais através da plataforma oficial do Instituto de Educação Aberta e à Distância (IEDA). A medida visa assegurar a continuidade do processo de ensino-aprendizagem enquanto o dilema dos livros físicos não encontra uma solução definitiva no mercado nacional.

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