Moçambique pretende reforçar a cooperação com a China, para impulsionar a produtividade agrícola, criação de empregos e redução da pobreza rural. O interesse foi manifestado pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, no âmbito do Fórum Global de Redução da Pobreza e Desenvolvimento-2026, na capital chinesa Beijing.
Falando durante uma em conferência de imprensa, Salim Valá explicou que a agricultura continua a desempenhar um papel central na estratégia de desenvolvimento do País, sublinhando que a maior parte da população depende da produção agrícola.
Na ocasião, o governante destacou que a melhoria da produtividade está alinhada com o Plano de Recuperação e Crescimento Económico 2025-2029, que estabelece como prioridades, o desenvolvimento agrícola, a criação de emprego, o fortalecimento das Pequenas e Médias Empresas e a expansão de infra-estruturas económicas.
“A experiência da China na redução da pobreza constitui uma referência importante para Moçambique, que procura acelerar o crescimento inclusivo e melhorar as condições de vida da população rural”, referiu Valá.
Sob o lema “Unir esforços globais para promover a redução da pobreza”, o fórum reuniu representantes governamentais de alto nível, organizações internacionais, centros de investigação, especialistas, académicos e sector privado, para debater estratégias e políticas públicas orientadas para a redução da pobreza e o desenvolvimento sustentável.
O evento que decorreu entre os dias 26 e 28 de Maio e organizado pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China, constituiu uma das mais relevantes plataformas internacionais de diálogo e cooperação sobre pobreza, inclusão social e desenvolvimento sustentável, alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e a Agenda 2030.
À margem do fórum, o ministro Salim Valá defendeu que a experiência da China na modernização agrícola pode ajudar os países em desenvolvimento a combater a pobreza e a expandir as oportunidades de emprego, sublinhando que esta cooperação tem permitido reforçar a capacidade técnica e apoiar os pequenos produtores, através de iniciativas como o projecto “Ponte para a África”.
(Foto DR)