PR Chapo lança nova rede 5G em Moçambique com a promessa de cobrir todas as capitais até 2027

O Governo de Moçambique deu um passo crucial rumo à transformação digital com o lançamento oficial da nova fase de implementação da tecnologia de quinta geração (5G). O anúncio foi feito durante a 5.ª Conferência Nacional das Comunicações, a decorrer em Maputo, onde se prometeu uma internet muito mais rápida, menor tempo de resposta e novas janelas de oportunidade para a economia digital no país.

No entanto, o anúncio divide opiniões e está longe de colher um entusiasmo unânime entre os cidadãos, fustigados por constantes falhas no acesso às redes 3G e 4G, sobretudo nas zonas recônditas e periféricas das províncias.

Enquanto o Executivo aponta o 5G como um instrumento catalisador para impulsionar a inovação, a educação, a saúde e o comércio electrónico, a realidade do terreno impõe desafios básicos. O próprio Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique (INCM) reconhece que, em vários pontos do país, realizar uma simples chamada telefónica ou enviar uma mensagem de texto (SMS) ainda exige que os utentes subam a árvores ou procurem sinal em locais específicos.

“Lançamos a rede 5G no país e vai chegar às capitais provinciais até 2027”, garantiu Daniel Chapo, destacando o cronograma de expansão da nova tecnologia.

Para acalmar as críticas e garantir que o desenvolvimento não beneficie apenas as elites urbanas, o regulador sectorial prometeu mão dura. O INCM garantiu que o novo processo de atribuição do espectro radioeléctrico impõe às operadoras de telefonia móvel metas obrigatórias de expansão para as zonas rurais. O grande objectivo do Plano Nacional é assegurar uma cobertura universal e integrada até 2030.

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