Tribunal condena Adriano Nuvunga a prisão e indemnização de um milhão de meticais

A Secção Criminal do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo condenou, esta quarta-feira, 03 de aaJunho, o activista Adriano Nuvunga a uma pena de seis meses de prisão, convertida em multa, e ao pagamento de uma indemnização de um milhão de meticais a favor de Albino Forquilha, presidente do partido PODEMOS.

A decisão judicial põe fim ao polémico caso dos “219 milhões de meticais”. O processo crime foi movido após Adriano Nuvunga ter acusado publicamente Albino Forquilha de receber o referido montante, além de uma viatura de luxo, numa alegada contrapartida para “vender a verdade eleitoral” relativa ao escrutínio das eleições gerais de outubro de 2024.

Durante a leitura da sentença, o tribunal deu provimento à queixa apresentada pelo líder do PODEMOS, considerando que ficaram totalmente provados os crimes de difamação e calúnia contra o queixoso. A justiça determinou que as alegações avançadas pelo diretor do CDD careciam de base factual, resultando em danos severos à reputação e integridade moral de Albino Forquilha.

À saída do tribunal, Adriano Nuvunga reagiu à decisão com serenidade e ironia, afirmando sentir-se “doutorado” pelo processo. Apesar de manifestar o seu respeito pelo tribunal enquanto instituição, o ativista não poupou críticas aos argumentos jurídicos que ditaram a sua condenação.

“Eu saio daqui satisfeito por ter sido doutorado neste processo”, declarou Nuvunga à imprensa. “Quando é um julgamento e uma sentença sobre um processo destes, com este nível de complexidade e seriedade, e a fundamentação da minha condenação a pagar um milhão ao Forquilha é deste nível de pobreza — respeitando o tribunal como instituição, mas a fundamentação é deste nível de pobreza —, eu só posso sair daqui satisfeito” disse à STV.

Imagem: DR

Deixe um comentário