Internacional

Irão declara encerramento total do Estreito de Ormuz após novos ataques e gera pânico no mercado global

O conflito armado entre os Estados Unidos da América e o Irão sofreu uma grave escalada militar nos últimos dias, deitando por terra o memorando de entendimento que havia sido assinado em Junho. A bacia do Golfo Pérsico transformou-se novamente num cenário de guerra aberta, com ataques aéreos massivos em território iraniano, retaliações contra bases militares em países vizinhos e uma forte disputa pelo controlo da rota mercante mais importante do mundo.

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) conduziu várias vagas de bombardeamentos aéreos contra alvos militares estratégicos em solo iraniano, incluindo posições de radares, baterias de defesa antiaérea e rampas de lançamento de mísseis. De acordo com os relatórios das forças americanas, as operações visam neutralizar a capacidade militar de Teerão, após o registo de investidas contra navios cargueiros que circulavam na região.

Como reacção imediata aos bombardeamentos, as forças militares iranianas dispararam mísseis e drones contra instalações que acolhem tropas americanas em países vizinhos do Golfo. Infra-estruturas no Bahrein, onde se encontra estacionada a Quinta Frota da Marinha dos EUA, assim como posições no Kuwait e no Qatar, foram alvos de fortes explosões. O Governo do Irão emitiu avisos severos às nações da península árabe, exigindo que não cedam o seu espaço geográfico para apoio logístico às forças ocidentais.

O ponto de maior tensão fixa-se no Estreito de Ormuz, onde se vive um autêntico impasse de informações. A Guarda Revolucionária do Irão declarou oficialmente o encerramento daquela via marítima por tempo indeterminado, justificando a medida com a instabilidade provocada pela presença estrangeira, e confirmou ter disparado contra uma embarcação que ignorou as directrizes de navegação locais.

Por outro lado, a liderança em Washington desmentiu o bloqueio total, assegurando que os navios de guerra mantêm a rota aberta à navegação internacional. Apesar do cruzamento de comunicados, as principais empresas de transporte marítimo optaram por suspender temporariamente a circulação de grandes petroleiros devido ao risco elevado de segurança, facto que já provocou um novo agravamento nos preços internacionais do petróleo bruto. A Organização das Nações Unidas apela à retoma urgente do diálogo para evitar um desastre económico global.

Imagem: DR

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