Grupos armados matam cerca de quarenta pessoas no norte da Nigéria

Homens armados mataram cerca de quarenta pessoas no norte da Nigéria no domingo, segundo dois relatórios de segurança elaborados a pedido da ONU.

Apesar de as autoridades terem tentado estancar a violência vigente há largos anos no norte do território, grupos armados, localmente chamados de bandidos, continuam a saquear aldeias, sequestram e aterrorizam os habitantes daquela zona.

Nestes últimos meses, os Estados de Zamfara e de Katsina, no norte da Nigéria, têm conhecido um recrudescimento da violência, apesar de os sucessivos governos terem tentado negociar com os grupos armados, e apesar também de terem várias vezes reforçado a presença militar naquelas zonas desde 2015.

Esta situação forçou o Presidente Bola Tinubu, candidato a um segundo mandato em Janeiro, a declarar o estado de emergência de segurança no passado mês de Novembro.

Ontem à noite, no Estado de Zamfara, “bandidos emboscaram viajantes na estrada Magami-Dansadu no governo local de Gusau (…) Eles mataram 30 pessoas, incluindo civis, caçadores e um guarda comunitário, e feriram muitas outras”, indica um relatório dirigido às Nações Unidas.

“As forças de segurança responderam ao ataque e mataram vários bandidos após trocas de tiros”, especifica o texto.

Além disso, também, os bandidos mataram 12 pessoas no Estado vizinho de Katsina, segundo outro relatório elaborado a pedido da ONU.

Num comunicado divulgado nesta segunda-feira, o exército nigeriano refere ter “morto vários terroristas” neste domingo no estado de Zamfara, sem mais detalhes, sendo que ontem disse também ter efectuado ataques aéreos contra “enclaves terroristas” no estado do Níger (centro-norte) e morto “70 bandidos armados”.

De acordo com residentes, os ataques militares também mataram 13 civis.

A violência relacionada com os bandidos tem origem, em parte, nos conflitos entre pastores e agricultores sobre o acesso a recursos limitados, especialmente água e terra.

Estas tensões são agravadas pelas alterações climáticas, os confrontos intercomunitários tendo evoluído gradualmente para o desenvolvimento de redes organizadas especializadas no roubo de gado e nos sequestros a troco do pagamento de resgates. (Fonteː RFI, AFP)

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