CFM debate resiliência e logística regional na Beira após cheias causarem prejuízos de 47 milhões de dólares

A Cidade da Beira acolheu, nos dias 23 e 24 de Abril de 2026, o XXIX Conselho de Directores dos Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM). A empresa pública reuniu os seus quadros num momento particularmente desafiante, marcado pelos impactos das recentes cheias que fustigaram o país.

As intempéries afectaram severamente várias infra-estruturas ferroviárias, com particular destaque para a Linha do Limpopo, que ainda se encontra em processo de recuperação. Segundo dados avançados no encontro, até ao dia 17 de Abril, os prejuízos estimados pela empresa ultrapassavam os 47 milhões de dólares norte-americanos. Este valor astronómico inclui não só os custos directos de reparação de vias e equipamentos, mas também as perdas decorrentes da carga que ficou por transportar.

Apesar do cenário adverso imposto pelo clima, o CFM demonstrou sinais claros de robustez financeira e operacional. O balanço de 2025 revelou um crescimento de 11% no volume de carga transportada em termos homólogos, atingindo a marca de 14,3 milhões de toneladas. No sector portuário, as infra-estruturas sob gestão directa da empresa manusearam 13,2 milhões de toneladas.

A subsidiária do grupo consolidou a sua posição como um actor estratégico na logística nacional. Com um forte reforço da sua presença em pontos-chave como Nacala, Pemba e Afungi, a CFM Logistics alcançou a tão almejada autonomia financeira no ano de 2025.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do CFM, Agostinho Langa Júnior, aproveitou a moldura humana do evento para traçar as directrizes para os próximos meses. O timoneiro da empresa defendeu a urgência de uma maior capacidade de antecipação por parte das equipas, uma gestão de risco mais agressiva e respostas substancialmente mais eficientes perante as crises que afectam a firma.

Para o CFM, o foco cinge-se agora em acelerar a reposição total das linhas afectadas para garantir que Moçambique continue a posicionar-se como o corredor logístico natural e a melhor opção para os países do interland.

Imagem: DR

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