Crise de combustível condiciona recolha de lixo em Maputo

O Conselho Municipal de Maputo enfrenta sérios constrangimentos na recolha e gestão de resíduos sólidos na capital do país. A edilidade justifica a situação com a crise de combustíveis que se faz sentir, o que acabou por reduzir drasticamente a capacidade de circulação dos camiões de lixo.

O cenário resultou na acumulação de resíduos em vários pontos da urbe, gerando descontentamento no seio dos munícipes. Contudo, as autoridades municipais garantem que a situação já tende a estabilizar.

Relativamente às denúncias sobre o surgimento de focos de lixo em locais inapropriados, a Direcção de Salubridade e Cemitérios veio ao público esclarecer a situação de uma vala que está a preocupar os residentes da zona norte da capital.

O município negou categoricamente que esteja a transformar uma enorme cratera, localizada no Bairro Ferroviário, numa lixeira a céu aberto. Segundo a edilidade, aquela infra-estrutura aberta na terra foi causada por fatores atmosféricos (erosão provocada pelas chuvas) e não serve como depósito oficial de resíduos.

“O ponto referenciado não é uma lixeira. Trata-se de uma cratera causada por factores atmosféricos”, esclareceu um responsável do município à STV, reagindo às reclamações dos moradores.

Para aferir as alegações dos residentes — que temem pela saúde pública e pela segurança ambiental na zona —, equipas técnicas do Conselho Municipal foram mobilizadas e encontram-se no terreno a monitorar a situação e a avaliar o impacto do problema.

Imagem: DR

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