Daniel Chapo recebe Secretário-Geral do ANC para reforçar a aliança histórica entre FRELIMO e partido sul-africano

O Presidente da FRELIMO e Chefe de Estado moçambicano, Daniel Chapo, manteve, nesta quarta-feira, 17 de Junho, em Maputo, um encontro de cortesia com o Secretário-Geral do Congresso Nacional Africano (ANC), Fikile Mbalula. A audiência inseriu-se na visita de trabalho que o dirigente sul-africano efectua ao país, com o objectivo de reforçar os laços históricos de amizade e solidariedade entre as duas forças políticas.

Durante a reunião, segundo a nota da Presidência, Daniel Chapo endereçou saudações fraternas ao seu homólogo sul-africano, Cyril Ramaphosa, e reafirmou o compromisso inabalável de Moçambique em aprofundar as relações bilaterais, alicerçadas na luta comum pela libertação e desenvolvimento da região.

Após a audiência com o estadista moçambicano, a comitiva do ANC seguiu para conversações bilaterais com a delegação da FRELIMO, chefiada pelo Secretário-Geral do partido, Chakil Aboobacar. O encontro entre os dois dirigentes permitiu passar em revista a cooperação política e traçar metas para os principais desafios actuais.

No topo da agenda esteve o combate à xenofobia, com a FRELIMO e o ANC a desenharem acções conjuntas para desencorajar este fenómeno e promover a convivência pacífica e a integração entre os povos dos dois lados da fronteira.

A par disso, Chakil Aboobacar sublinhou que a visita de Mbalula ocorre num momento crucial, numa altura em que o partido no poder em Moçambique afina a máquina e prepara a realização da XI Conferência Nacional de Quadros. Por seu turno, o dirigente sul-africano salientou que a sua deslocação a Moçambique se reveste de elevado significado por permitir consolidar os pilares que sustentam a relação histórica entre as duas organizações.

Cumprindo a tradição diplomática na capital moçambicana, Fikile Mbalula deslocou-se, ainda na manhã de quarta-feira, à Praça dos Heróis Moçambicanos, em Maputo.

O dirigente sul-africano procedeu à deposição de uma coroa de flores, homenageando os homens e mulheres que se sacrificaram pela independência, unidade nacional e paz em Moçambique. A cerimónia, que antecedeu as conversações bilaterais, culminou com a assinatura do Livro de Honra.

Imagem: Presidência da República

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