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FEMATRO exige fim dos subsídios e defende reajuste imediato da tarifa do chapa

O modelo de compensação financeira aos transportadores rodoviários de passageiros nas regiões de Maputo, Matola, Marracuene, Boane e Matola-Rio está a gerar forte contestação no seio da classe profissional. Mais de metade dos cerca de 5 000 operadores registados nestas zonas ainda não recebeu os valores acordados, uma situação que está a acumular severos prejuízos para os transportadores, sobretudo para os novos licenciados que continuam sem ver a cor do dinheiro.

Cansada da actual gestão do processo, a Federação das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) veio a público manifestar o seu descontentamento. De acordo com informações avançadas pelo Jornal Principal da TV Sucesso, a agremiação recusa categoricamente a continuidade da actual modalidade de subsídios e defende que a única saída viável e sustentável para o sector é o reajuste directo da tarifa paga pelos passageiros — o “chapa”.

O presidente da FEMATRO, Castigo Nhamane, assumiu publicamente o arrependimento da liderança por ter aceitado a proposta desenhada pelo Executivo, esclarecendo que a organização nunca solicitou subsídios, mas sim uma revisão do preço das passagens para fazer face ao custo de vida e aos sucessivos aumentos dos combustíveis. Para Nhamane, a actividade do transporte privado de passageiros deve ser encarada estritamente como um negócio que precisa de gerar rentabilidade para sobreviver.

Diante do crescente clima de insatisfação e da ameaça de paralisações ou novos impasses na área metropolitana de Maputo, o Ministério dos Transportes e Logística convocou um encontro de emergência com a direcção da federação para esta semana. A reunião visa acalmar os ânimos da classe e encontrar uma plataforma de entendimento que evite maiores transtornos na mobilidade dos cidadãos.

Imagem: DR

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