Um Médico Sul-africano foi assassinado e seu corpo abandonado nas matas de Mapapa, no distrito de Chókwè, na província de Gaza.
A notícia que é avançada pelo jornal “O Paiis”, indica que o médico sul-africano tinha 40 anos de idade, e entrou recentemente para Moçambique pela fronteira de Ressano Garcia, com destino ao distrito de Chibuto.
No trajecto foi interceptado na vila Municipal da Macia, onde foi, supostamente, assassinado por cidadãos moçambicanos, que após cometer o crime abandonaram o corpo nas matas de Mapapa, no posto administrativo de Lionde, em Chókwè.
O corpo da vítima apresentava ferimentos profundos nas costas e cortes diversos nas costelas.
Em conexão com o crime, o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) deteve um taxista, de 39 anos, que se supõe ser membro da quadrilha envolvida na execução do crime.
Questionado sobre o assunto, o indiciado negou as acusações e, em sua defesa disse que “Eu apenas transportei o casal de sul-africanos, que, após solicitar os meus serviços, indicaram Mapapa com destino.
Na sequência da viagem, eles interagiam com indivíduos que davam direções. Chegados ao local pagaram-me 1200 meticais pela viagem e regressei para Macia, não tenho nada a ver com crime, eu não sou assassino”, refutou.
De acordo com o jornal, mais tarde, as autoridades levaram o corpo à morgue do Hospital de Xai-Xai , onde a medicina legal fez a autópsia e os resultados foram encaminhados ao Serviço Nacional de Investigação Criminal.
“Temos indícios bastantes do seu envolvimento no crime, eles desviaram a rota do Sul-africano que pretendia chegar a Chibuto. Chegados no quilómetros 23 do desvio da Macia forçaram a esposa do malogrado a deixar a viatura, e mais adiante, na aldeia de Mapapa, esfaquearam a vítima em várias partes das costas e costelas e abandonaram o corpo. Depois, colocaram-se em fuga na viatura das vítimas”, avançou o Porta-Voz do SERNIC em Gaza, Zaqueu Mucambe.
Além da viatura, os meliantes levaram valores monetários, bens diversos, incluindo documentação das vítimas.
Fontes ligadas ao caso revelaram que a Polícia sul-africana já está a trabalhar com o SERNIC, para o esclarecimento do caso.