Moçambique acaba de conquistar um lugar de destaque na governação da saúde mundial. O país foi eleito para integrar o Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), um dos órgãos mais importantes do xadrez sanitário global.
A eleição, que decorreu durante a 79.ª Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, na Suíça, é vista como um reconhecimento internacional dos esforços do país na melhoria da saúde pública e na criação de sistemas mais resilientes.
Ao sentar-se à mesa com os 34 Estados-Membros que compõem este órgão selecto, Moçambique deixa de ser apenas um executor para passar a ser um decisor estratégico. Na prática, o país ganha poder para influenciar directamente a definição de políticas e estratégias globais de saúde que afectam o mundo e a região.
Esta posição vai permitir também ao país dar maior voz aos interesses nacionais e africanos em áreas sensíveis como o combate a epidemias e a preparação para emergências sanitárias. Outro ganho importante será o reforço das janelas de oportunidade para atrair parcerias que garantam o acesso equitativo a medicamentos, tecnologias médicas e financiamento para a cobertura universal de saúde.
“Esta eleição reflecte a confiança depositada pelos Estados-Membros da OMS na capacidade de Moçambique para contribuir activamente para o fortalecimento da saúde global”, destaca o Ministério da Saúde (MISAU) em comunicado que nossa redacção teve acesso.
Para perceber o tamanho desta conquista, o Conselho Executivo é o órgão responsável por carimbar e dar pernas para andar às decisões da Assembleia Mundial da Saúde, além de supervisionar todo o trabalho técnico da organização.
Com este passo, a diplomacia da saúde moçambicana ganha um novo fôlego, consolidando o compromisso do país com a cooperação internacional e com o bem-estar das populações.
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