Produção local de combustível em Moçambique ganha força com avanço de refinaria modular

A petrolífera nigeriana Aiteo reafirmou o seu compromisso com a construção da aguardada refinaria modular em Moçambique. O projecto, desenvolvido em parceria estratégica com a estatal Petromoc, já superou etapas cruciais, com a conclusão integral dos estudos de engenharia e o início da mobilização de fabricantes e fornecedores internacionais, localizados sobretudo nos Estados Unidos e no Médio Oriente.

De acordo com Ewariezi Useh, executivo da Aiteo em enttrevista à MBC, o plano mantém-se fiel ao que foi anunciado inicialmente, sem alterações estruturais. A futura unidade terá uma capacidade de processamento diário de 200 mil barris, apoiada por uma robusta infra-estrutura de armazenamento capaz de acolher 160 mil toneladas de combustíveis líquidos e 23 mil toneladas de gás de petróleo liquefeito (GPL).

A implementação desta infra-estrutura é vista como uma peça fundamental para a soberania energética de Moçambique. Num cenário de crise global e volatilidade de preços, o reforço da capacidade de refinação local surge como a solução estratégica para reduzir a dependência das importações e garantir maior estabilidade no mercado interno, respondendo directamente às necessidades dos consumidores nacionais.

Para além da refinaria, a parceria entre a Aiteo e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) estende-se à pesquisa de gás no bloco de Mazenga, em Inhambane. Os trabalhos de prospecção geológica seguem em curso, com a expectativa de que novas descobertas possam impulsionar ainda mais o sector extrativo e consolidar o país como um actor relevante na segurança energética regional.

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