Funcionários do Conselho Municipal de Mocímboa da Praia, no norte de Cabo Delgado, fecharam, na madrugada de quarta-feira (20), às portas de todas as instituições da edilidade em protesto contra o atraso salarial, que varia entre nove e 11 meses.
Alguns trabalhadores afirmaram estar cansados das promessas da presidente Helena Bandeira, que, segundo eles, não têm sido cumpridas, situação que está a prejudicar a vida dos funcionários e das suas famílias.
“Vivemos à maneira, assim mesmo”, reclamou um funcionário da assembleia municipal citado pela Carta de Moçambique, afirmando que o número de manifestantes era grande. Os trabalhadores salientaram que Mocímboa da Praia vive momentos difíceis e que, apesar do retorno gradual da população, existem poucas oportunidades para minimizar os problemas salariais que afectam os funcionários municipais.
Antes dos ataques terroristas, a vila era um importante entreposto comercial e na altura estava a concorrer à categoria de cidade, mas este rumo mudou com os ataques terroristas que obrigaram à fuga total dos residentes, deixando a vila sob domínio dos terroristas.
A vila só veio a ser recuperada com a chegada das tropas ruandesas em Julho de 2021.
“Está mal. Para uns, são 11 meses, para outros, nove. As pessoas estão cansadas. A presidente não paga salários”, disse um trabalhador municipal, sob condição de anonimato, lamentando ainda que, alegadamente, a presidente não esteja a envidar esforços suficientes para resolver o problema.
Segundo a mesma publicação, os grevistas recusaram qualquer tentativa de diálogo levada a cabo por membros das Forças de Defesa e Segurança, incluindo o comandante distrital da PRM.
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