Trump termina visita à China com palavras de satisfação mas sem acordos concretos

O Presidente dos Estados Unidos deixou Pequim com palavras de satisfação. Durante a visita oficial de dois dias, Donald Trump foi recebido pelo homólogo chinês, Xi Jinping. Os principais desacordos regionais foram passados em revista, nomeadamente o Irão e Taiwan, mas à despedida o Presidente americano preferiu evocar acordos comerciais “fantásticos”.

Com as eleições de meio mandato à vista, e as sondagens a penalizar o desempenho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump precisava de apresentar algo de concreto e positivo ao seu eleitorado na sequência da visita à China.

De acordo com a RFI, pouco antes de deixar Pequim, o Presidente dos Estados Unidos anunciou a conclusão de vários acordos comerciais. Por enquanto, de concreto, apenas a promessa de compra de 200 aviões Boeing, naquela que será a primeira aquisição de aeronaves comerciais americanas por parte da China em mais de uma década. Este número é, no entanto, inferior às expectativas dos mercados que apontavam para um potencial negócio de quinhentos aparelhos, o que fez cair as acções da Boeing.

A China e os Estados Unidos mantêm uma trégua comercial desde Outubro e a presente viagem permitiu manter a estabilidade desta relação.

Apesar de ter viajado com dirigentes de grandes empresas tecnológicas americanas, não houve anúncios concretos, apenas manifestação de intenções. Como a possibilidade de a China começar a comprar petróleo aos Estados Unidos, para reduzir a dependência do crude importado do Irão.

A cordialidade e o fausto com que Xi Jinping recebeu Donald Trump não impediram Pequim de afirmar que o conflito entre Washington e Teerão “não deveria nunca ter ocorrido e que não há nenhuma razão para que continue”.

Taiwan foi também motivo de conversa entre as duas delegações que recordaram a respectivas posições relativamente à ilha que a China considera território seu mas que é apoiada e armada pelos Estados Unidos.

 

(Foto DR)

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