AURA discute critérios sobre tarifas justas no abastecimento de água

A Autoridade Reguladora de Água (AURA) defendeu ontem (20), em Maputo, a necessidade de adoptar um modelo tarifário capaz de garantir simultaneamente a sustentabilidade financeira das empresas de abastecimento de água e o acesso das famílias mais vulneráveis ao serviço.

Esta posição, segundo avança a AIM, foi apresentada durante um seminário de auscultação sobre os modelos tarifários do sector, que reúne consultores, empresas públicas e privadas e parceiros de cooperação para discutir critérios de definição de tarifas consideradas mais justas e equilibradas.

A presidente do Conselho de Administração da AURA, Suzana Loforte, soluções que permitam expandir o acesso à água potável sem comprometer a viabilidade económica das operadoras.

“Não pretendemos ver as empresas a colapsar por falta de capacidade financeira, mas também não queremos famílias sem acesso à água potável”, afirmou citado pela fonte.

A dirigente explicou que o abastecimento de água envolve custos elevados relacionados com produtos químicos, equipamentos, manutenção de infra-estruturas e expansão da rede de distribuição.

“A água para chegar às torneiras tem custos. Todos nós temos que comparticipar na cobertura desses custos”, disse.

Segundo Loforte, o modelo em análise deverá incluir mecanismos de subsídios cruzados, permitindo que consumidores com maior capacidade financeira contribuam para apoiar famílias de baixa renda.

“Estamos aqui a apresentar uma proposta de modelo tarifário e a discutir que componentes e custos devem entrar nesse modelo”, afirmou.

A timoneira da AURA reconheceu igualmente que o país enfrenta desafios significativos na expansão do acesso à água potável, sobretudo nas zonas rurais.

“Quando olhamos para os níveis de cobertura de abastecimento de água nas zonas urbanas e rurais, constatamos que grande parte da população moçambicana ainda não tem acesso à água potável”, disse.

Participaram no seminário representantes de instituições de ensino superior, Banco Mundial, UNICEF, WaterAid, JICA, PROCONSUMERS, CIP, Associação Nacional dos Municípios (ANAMM), empresas municipais de água e saneamento, entre outras entidades públicas e privadas.

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