Daniel Chapo empossa liderança da Inspecção-Geral do Estado e exige foco na boa governação

O Presidente da República, Daniel Chapo, dirigiu, nesta terça-feira, na cidade de Maputo, a cerimónia de tomada de posse dos primeiros quadros da recém-criada Inspecção-Geral do Estado (IGE). Segundo a Presidência, o novo órgão surge com a missão estratégica de fiscalizar a Administração Pública e combater o desperdício de recursos no aparelho estatal.

Durante o acto, Carmelita Rita Namashulua assumiu oficialmente as funções de Inspectora-Geral do Estado. Para o preenchimento do quadro de direcção da mesma componente inspectiva, o Chefe do Estado empossou igualmente Emanuel Augusto Mabumo e Laura Helena Nhancale para os cargos de Inspectores-Gerais Adjuntos.

Na sua alocução, Daniel Chapo destacou que a operacionalização da Inspecção-Geral do Estado representa um passo crucial para a consolidação da transparência e integridade nas instituições públicas. O estadista moçambicano sublinhou a urgência de se implementar uma cultura de prestação de contas, onde a auditoria e a fiscalização rigorosa sirvam de pilares para o desenvolvimento do país.

O Chefe do Estado apontou ainda a transformação digital como uma ferramenta indispensável para o sucesso desta nova etapa. De acordo com o Presidente, a modernização tecnológica dos sistemas de controlo interno vai permitir maior celeridade, reduzir a margem de erro e garantir uma resposta mais eficaz perante eventuais irregularidades na gestão dos fundos públicos.

A cerimónia na Presidência da República ficou também marcada pela investidura de José João Passe no cargo de Vice-Reitor da Universidade Púnguè. Ao dirigir-se ao novo quadro académico, Daniel Chapo alargou a sua reflexão sobre a modernização institucional ao sector da educação.

O Presidente defendeu a necessidade de edificação de uma universidade moderna, conectada com a realidade actual e capaz de formar quadros altamente qualificados. Para o Alto Magistrado da Nação, as instituições de ensino superior em Moçambique devem alinhar os seus currículos e metodologias aos desafios reais do mercado de trabalho e do desenvolvimento nacional.

Imagem: Presidência da República

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