Internacional

Escândalo de pagamento fraudulento envolve empresa moçambicana e companhia petrolífera do Maláui

A Companhia Nacional de Petróleo do Maláui Limited (Nocma) foi vítima de um esquema de pirataria informática que resultou na transferência de 403.605 dólares americanos (cerca de 25 milhões de meticais) para uma conta fraudulenta, após criminosos se terem feito passar por uma empresa moçambicana de manuseamento portuário.

A importadora estatal de petróleo confirmou o ciberataque num comunicado emitido, indicando que o Serviço de Polícia do Maláui e o Bank of America abriram investigações para rastrear os fundos desviados.

De acordo com a Nocma citado pela NP, os burlões interceptaram as comunicações por correio eletrónico da Mozhandling Limited — empresa contratada para gerir os carregamentos de combustível através do Porto de Nacala — e enviaram dados bancários falsificados, alegando que o prestador de serviços tinha aberto uma nova conta no Bank of America. Acreditando que a comunicação era autêntica, a Nocma instruiu o Banco Nacional do Maláui a 29 de abril de 2026 para efectuar a transferência do valor para a conta falsa.

A fraude foi descoberta duas semanas mais tarde, quando o representante legítimo da Mozhandling contactou a Nocma para exigir o pagamento em dívida, o que levou a uma denúncia imediata à polícia.

A administração da Nocma admitiu que a exposição financeira resultou de lacunas de controlo criadas quando o governo introduziu o modelo de aquisição de combustível de Governo para Governo (G2G), antes de estabelecer procedimentos operacionais e de cibersegurança completos. Na sequência do regresso ao Sistema de Concursos Abertos (OTS), a empresa encontra-se a auditar os seus controlos de verificação de pagamentos, enquanto coopera com as autoridades policiais.

Imagem: DR

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