O ministro do Interior, Paulo Chachine, afirmou este domingo (17), durante a cerimónia de comemoração dos 51 anos da Polícia da República de Moçambique (PRM), na cidade de Maputo, que a morte de Humberto Sartoni, gestor do espaço kaya Kwanga detido, acusado de crime organizado, teve a ver com o seu estado de saúde e a greve de fome que alegadamente vinha realizando.
“É sabido e foi público que quando o senhor Humberto Sartori foi para a cadeia, não comia, fez uma greve de fome, recusou-se a alimentar-se e ele já vinha debilitado. Olhando para ele, tinha problemas de saúde e se alguém tem problemas de saúde grave como aparentava ter e não se alimenta, é preciso contar com as consequências disso. Portanto, tudo tem a ver com isso”, declarou Chachine, citado numa publicação do Jornal “O País”.
Sobre os 51 anos da corporação, o ministro do Interior referiu que a data é celebrada num contexto social marcado por uma onda de assassinatos de agentes da polícia. Sobre o assunto, Chachine diz que é preciso dissociar as mortes aos casos de raptos no País, afirmando que “não há nenhuma relação entre estes dois eventos”.
“Tivemos situações de colegas nossos que infelizmente foram vítimas, alguns de assassinatos e outras situações, mas não tem nada a ver uma coisa com a outra”, garantiu.
Em relação à redução de raptos, Chachine explicou que “é produto de um trabalho intenso e coordenado que é feito não apenas pela Polícia da República de Moçambique, mas por todas as outras instituições, incluindo o SERNIC, incluindo outras instituições e os outros órgãos da Administração da Justiça”.
(Foto DR)