Amnistia Internacional exige justiça após assassinato de membros da ANAMOLA em Moçambique

A Amnistia Internacional (AI) instou está terça-feira , 19 de Maio, as autoridades moçambicanas a investigarem, com caráter de urgência, o assassinato de Pedro João Chaúque, membro do partido da oposição Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA). O crime ocorreu no passado dia 16 de maio, na província de Gaza, no sul do país.

Tigere Chagutah, Diretor Regional da AI para a África Oriental e Austral, classificou o homicídio, perpetrado por homens armados desconhecidos, como “extremamente preocupante”. O responsável alertou ainda para a existência de um padrão alarmante de violência contra figuras da oposição em Moçambique.

O caso de Pedro Chaúque não é isolado e expõe a vulnerabilidade dos militantes políticos na região. Apenas duas semanas antes deste crime, a 9 de maio, Anselmo Vicente, que exercia as funções de coordenador da ANAMOLA, também foi assassinado por homens armados na cidade de Chimoio, na província de Manica.

A esta vaga de violência soma-se o desaparecimento de Arlindo Chissale, jornalista e apoiador do líder da oposição Venâncio Mondlane. O profissional da comunicação encontra-se em parte incerta desde 7 de janeiro de 2025, após ter sido alegadamente interpelado por membros das forças de defesa e segurança.

Face a estes acontecimentos, Tigere Chagutah defendeu que as autoridades moçambicanas devem assegurar investigações rápidas, minuciosas, independentes, imparciais, transparentes e eficazes. O director sublinhou a urgência de levar os suspeitos a julgamento e de garantir o direito à liberdade de expressão e de dissidência política no país.

Imagem: DR

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