Governo aposta em drones para reforçar resposta às calamidades naturais
O Governo reafirmou o compromisso de reforçar a capacidade nacional de prevenção e resposta às calamidades naturais através da utilização de drones, tecnologia considerada determinante para melhorar a monitorização de eventos climáticos extremos e acelerar as operações de busca, salvamento e assistência às populações afectadas.
Segundo avança “O País”, a posição foi manifestada durante a cerimónia de graduação dos primeiros pilotos de drones e de encerramento do Primeiro Projecto de Drones.
Na ocasião o Executivo destacou que a iniciativa representa um marco na modernização dos sistemas de gestão de desastres naturais no País.
O Governo sublinhou que enfrenta desafios crescentes decorrentes da sua localização geográfica, estando ciclicamente exposto a ciclones, tempestades, chuvas intensas, cheias, inundações e secas cada vez mais severas.
Perante este cenário, o Governo considera imprescindível recorrer a soluções tecnológicas inovadoras que permitam reduzir os impactos das mudanças climáticas e proteger vidas humanas.
Segundo o Executivo, os drones permitirão efectuar, em tempo real, o mapeamento de zonas afectadas, identificar áreas de risco, localizar populações em situação de vulnerabilidade e fornecer informação imediata aos centros de coordenação das operações de emergência.
De acordo com a publicação, esta capacidade deverá reduzir significativamente o tempo de resposta das equipas de protecção civil, sobretudo em locais de difícil acesso.
O Governo entende igualmente que esta tecnologia contribuirá para fortalecer as capacidades institucionais de prevenção e resposta a emergências, tornando mais eficazes as acções de assistência humanitária e de recuperação das áreas atingidas por desastres naturais.
Durante a cerimónia, foi igualmente destacado que a aposta na utilização de drones está alinhada com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030, em particular no que respeita à redução do risco de desastres e ao reforço da resiliência das comunidades.
A iniciativa enquadra-se ainda no programa das Nações Unidas “Aviso Prévio para Todos”, que pretende garantir, até 2027, sistemas integrados de aviso prévio para todos os cidadãos.
O Executivo defendeu que o alcance destes objectivos exige uma conjugação de esforços entre o Governo, parceiros de cooperação, sector privado, academia e sociedade civil, visando a implementação de soluções sustentáveis para enfrentar os efeitos das mudanças climáticas.




