A crise no abastecimento de combustíveis que pariliza o país já está a sufocar o bolso dos consumidores moçambicanos. Com a recente subida drástica do preço do gasóleo e as restrições no abastecimento, o custo do transporte de mercadorias disparou, provocando um efeito dominó imediato nos mercados e mercearias, onde os produtos alimentares básicos registam aumentos alarmantes.
Em alguns pontos de venda, o impacto é visível no dia a dia das famílias. O favo de ovo, que até há pouco tempo era comercializado a 250 meticais, sofreu um agravamento acentuado e já custa 350 meticais. A mesma tendência de subida verifica-se no arroz, um dos produtos mais consumidos nas mesas moçambicanas: o saco de 20kg que antes era adquirido por 1100 meticais não sai agora por menos de 1200 meticais.
Os comerciantes justificam a subida com a escassez de produtos e o agravamento do frete cobrado pelos transportadores, que enfrentam longas filas e preços recordes nas bombas. Com o custo de vida a sufocar o orçamento familiar, os consumidores desdobram-se em ginástica financeira para garantir o básico, enquanto o mercado aguarda por medidas governamentais que possam travar a escalada inflacionária.
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